BrasileEutonologia

Laboratorio di Eutonologia: Brasile

da 27 Marzo 2020Settembre 25th, 2020Nessun commento

Progetto di Ricerca Covid-19
Mappatura per Stati
Maurizio Grandi, Erica Poli, Casimira Grandi

Report Brasile al 27 marzo 2020

Fonti: ufficiali e dirette (Artaban Onlus), riportate per ogni singolo cluster di dati

Premessa

Il Brasile gioca un ruolo importante nello studio dei dati di mappatura per due ragioni di ordine antropologico, epidemiologico e botanico insieme: lo studio della genesi delle epidemie pregresse tra gli indios in Amazzonia, tramite l’analisi della bibliografia sull’argomento, con particolare attenzione all’aspetto metodologico – semantico delle rilevazioni sulle epidemie degli indios, potrebbe fornire dati molto interessanti per proiezioni attuali e future rispetto a Covid-19 e lo studio dell’impatto della deforestazione amazzonica sullo squilibrio dell’ecosistema e l’incremento di rischio pandemie potrebbe aiutare nella comprensione dell’eziopatogenesi del fenomeno.
A tal proposito, proprio nell’ottica di uno studio di modellizzazione del fenomeno, si fa riferimento a:
Anais de historia de alem-mar XVIII 2017
CHAM — CENTRO DE HUMANIDADES
FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA
UNIVERSIDADE DOS AÇORES
A cura di João Paulo Oliveira e Costa

EPIDEMIA Y ESCLAVITUD EN LA AMAZONIA (1748-1778)1
Antonio Otaviano Vieira Junior & Roberta Sauaia Martins
Universidade Federal do Pará Resumen.
Obradoiro de Historia Moderna, N.º 25, 115-142, 2016, ISSN: 1133-0481
doi: http://dx.doi.org/10.15304/ohm.26.3228

Inoltre, proprio da piante amazzoniche come la pianta della china, la Cinchona Andina, si ricava uno dei primi rimedi approvati anche in Italia per la cura dell’infezione:

Dalla Foresta infine potrebbero giungere altri rimedi ancora da studiare come possibili opzioni terapeutiche.
Oltre a La Torre, la task force coinvolge al momento la Prof.ssa Casimira Grandi, Università di Trento, la Dottoressa Andrija Oliveira Almeida, Universidade do Salvador, la Dottoressa Selma Gomes da Silva, Universidade Federal do Amapá, Macapa-AP.

 Mappatura

I ricercatori brasiliani segnalano la difficoltà di accedere ai dati ufficiali, nonostante sia disponibile la piattaforma del sistema sanitario nazionale a questo link:

Salvador, sede delle più antiche Università del Paese, è anche stata designata come città referente internazionale nella gestione dell’epidemia:

Primo caso confermato: 27 febbraio 2020
Dati al 27 marzo 2020: 2.915 casi confermati e 77 morti
A Macapá, Norte del Brasil, confermati 2 casi e circa  100 casi sospetti.
Informazioni dal sito del Ministerio da Saúde:

Il grafico sottostante in realtà dimostra la crescita a partire dal 17/3/20

graficomappaturaFonte:
https://www.abrasco.org.br/site/sem-categoria/acompanhe-a-evolucao-do-coronavirus-no-brasil-e-nos-estados/45972/
Da una fonte giornalistica pubblicata nei social si evince una crescita vertiginosa dei contagi: Folha de S.Paulo Mônica Bergamo monica.bergamo@grupofolha.com.br

Coronavírus
BRASIL TEM EXPLOSÃO DE INTERNAÇÕES POR PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS, DIZ FIOCRUZ
Curva é vertiginosa, segundo pesquisador que coordena o monitoramento oficial de casos
26.mar.2020 às 18h29
O Brasil teve uma explosão de registros de internação de pessoas com insuficiência respiratória grave depois da primeira notificação de um paciente com coronavírus no Brasil, indicam dados da Fiocruz.
O primeiro caso de Covid-19 foi notificado no dia 25 de fevereiro. Naquela semana, 662 pessoas foram internadas no país com doença respiratória aguda, com sintomas como febre, tosse, dor de garganta e dificuldade respiratória.
Na semana entre os dias 15 e 21 de março, o número de novos internados já tinha saltado para 2.250 pacientes, de acordo com a projeção feita com base nas notificações oficiais enviadas por unidades de saúde e hospitais públicos, e alguns privados, de todo o país ao Ministério da Saúde.
“É um número dez vezes maior do que a média histórica, de cerca de 250 casos de hospitalização nos meses de fevereiro e março, em anos anteriores”, diz o pesquisador Marcelo Ferreira da Costa Gomes, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).
Ele coordena o InfoGripe, sistema da Fiocruz que, em parceria com o ministério, monitora os dados da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil. Ela pode ser causada por vários vírus, como influenza, adenovírus, os quatro coronavírus sazonais que já circulavam anteriormente –e o novo coronavírus.
Segundo Gomes, os números sugerem que o “grande aumento” de internações pode ter ocorrido “em decorrência da Covid-19”, embora nem todas as pessoas hospitalizadas tenham sido testadas para a doença e os resultados dos exames estejam saindo com atraso de vários dias.
“É uma curva vertiginosa”, diz ele. “Já havia pressão no sistema de saúde, neste ano, maior do que a usual, com ligeiro aumento nas internações em janeiro e fevereiro do que nos mesmos meses de anos anteriores”, afirma. “Mas, nas duas últimas semanas, houve uma explosão. Essa curva aumentou drasticamente, possivelmente por causa do coronavírus”, afirma.
“O sistema hospitalar já está sofrendo uma pressão inédita”, segue Gomes.
Ele afirma ainda que a tendência é que as internações sigam crescendo. “A gente ainda não sabe como vai se dar a interação desses vírus, como Influenza A, Influenza B e o novo coronavírus [todos causadores de doenças respiratórias]”, diz.
O estado de São Paulo, o maior do país, tinha no dia 21 um total de 1.228 pessoas internadas, contra uma média de menos de 200 em anos anteriores.
É importante notar que o pico de internações em geral ocorre no mês de maio, quando as temperaturas baixas facilitam a disseminação dos vírus que causam doenças respiratórias.
Especialistas ouvidos pela coluna que integram a linha de frente no combate à doença afirmam que o número de internações antecipa a explosão de casos de coronavírus no país, já que eles só serão confirmados depois do resultado de exames específicos para a Covid-19.
“Os dados só reforçam a necessidade da adoção de medidas de isolamento social, para reduzir a velocidade de disseminação da Covid-19, conforme recomendação”

Mônica Bergamo
Jornalista e colunista.
https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=3362921280387943&id=100000103121317

La crescita dei contagi è stata poi confermata con documento ufficiale che riporta le indicazioni di alcuni accademici brasiliani, Afrânio Kritski, Guilherme Werneck, Rafael Galliez, Roberto Medronho (UFRJ), Mauro Sanchez, Ivan Zimmermann (UnB) e Domingos Alves (USP), pubblicata sul sito dell’Università Federale di Rio de Janeiro  in data 25marzo 2020 https://ufrj.br/noticia/2020/03/25/coronavirus-pesquisadores-da-ufrj-usp-e-unb-emitem-nota-tecnica secondo cui il contagio  nelle città di Rio, Sao Paulo e Brasilia crescerà nei prossimi venti giorni molto di più rispetto alle previsioni inziali.
Una linea di ricerca futuribile riguarda la possibilità di confrontare i dati Covid rispetto ad altre epidemie (TBC, AIDS…) anche in cross reaction:
http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0203
Sono attive in Brasile realtà come la Fondazione Osvaldo Cruz che sul sito di riferimento
https://portal.fiocruz.br/coronavirus offrono comunicazione aggiornamento e danno notizia di iniziative volte al supporto sanitario e preventivo del contagio.
E’ molto interessante notare come in Brasile sia già in atto una riflessione di ordine antropologico e sociologico con la pubblicazione quotidiana di articoli inerenti alla revisione del fenomeno Covid in termini interdisciplinari, a partire da una cooperazione di enti culturali diversi:
Os boletins Cientistas Sociais e o coronavírus são uma série de textos que serão publicados ao longo das próximas semanas. Trata-se de uma ação conjunta, inédita, que reúne a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência-Santa Catarina (SBPC-SC), a Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais (ANPOCS), a Associação Nacional de Pós-Graduação em Geografia (ANPEG), a Associação Nacional de Pós-Graduação em História (ANPUH), a Associação Nacional de Pós graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (Anpoll), a Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), a Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) e a Associação dos Cientistas Sociais da Religião do Mercosul (ACSRM). Nos canais oficiais dessas associações estamos circulando textos curtos, que apresentam trabalhos que refletiram sobre epidemias. Esse é um esforço para continuar dando visibilidade ao que produzimos e também de afirmar a relevância dessas ciências para o enfrentamento da crise que estamos atravessando. Acompanhe e compartilhe!
***
Confira abaixo todos os boletins publicados até o momento:
Boletim n. 7 | A linguagem republicana diante da crise: uma análise de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko
Por Por Vinícius Müller – publicado em 28/03/2020
Boletim n. 6 | A produção do social em tempos de pandemia
Por grupo de pesquisa Tecnologia, Meio Ambiente e Sociedade – TEMAS – publicado em 27/03/2020
Boletim n. 5 | Medo Global
Por Gustavo Lins Ribeiro – publicado em 26/03/2020
Boletim n. 4 | Contenção de crises no Brasil e seus reflexos no mundo do trabalho sob as lentes da sociologia
Por Maurício Rombaldi – publicado em 25/03/2020
Boletim n. 3 | As Ciências Sociais e a Saúde Coletiva frente a atual epidemia de ignorância, irresponsabilidade e má-fé
Por Sérgio Carrara – publicado em 24/03/2020
Boletim n. 2 | Covid-19: escalas da pandemia e escalas da antropologia
Por Jean Segata – publicado em 23/03/2020
Boletim n. 1 | Cientistas sociais e o coronavírus
Por Rodrigo Toniol – publicado em 22/03/2020”
http://anpocs.com/index.php/ciencias-sociais/destaques/2308-boletim-cientistas-sociais-e-o-coronavirus

Al 27 marzo:

Brasil registra 3.417 casos confirmados de coronavírus e 92 mortes
https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46614-brasil-registra-3-417-casos-confirmados-de-coronavirus-e-92-mortes

Al 28 marzo:

https://covid.saude.gov.br/
Painel Coronavírus
Ministério da Saúde
Última atualização 18:00 28/03/2020 3.904
Casos Confirmados 114
Óbitos 2,8%
Letalidade
Casos novos por dia

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 Casos por região

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Norte 184 5%
Nordeste 624 16%
Centro-Oeste 360 9%
Sudeste 2222 57%
Sul 514 13%

Casos por semana epidemiológica

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 Casos por estado

Acre 25, Alagoas 14, Amapá 4, Amazonas 111, Bahia 128, Ceará 314, Distrito Federal 260, Espírito Santo 53, Goiás 56, Maranhão 14, Mato Grosso 13, Mato Grosso do Sul 31, Minas Gerais 205, Paraná 133, Paraíba 14, Pará 17, Pernambuco 68, Piauí 11, Rio Grande do Norte 45, Rio Grande do Sul 197, Rio de Janeiro 558, Rondônia 6 Roraima 12, Santa Catarina 184, Sergipe 16, São Paulo 1406, Tocantins 9

Casos acumulados

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L’EPIDEMIA TRA GLI INDIOS: una emergenza nell’emergenza

https://brasil.elpais.com/brasil/2020-03-23/coronavirus-deixa-povos-indigenas-em-alerta-apos-dois-casos-suspeitos.html
In un articolo apparso su El Pais, in data 23 marzo 2020, Gil Alessi ha evidenziato il problema dei 765000 Indios del Paese, rispetto alla situazione COVID-19, che vede questa popolazione portatrice di una doppia fragilità.
Una fragilità immunologica e una fragilità assistenziale, quest’ultima evidentemente collegata alla difficoltà di censire e raggiungere i soggetti, ora aggravata dalle misure restrittive di contenimento del contagio.
La fragilità immunologica è vecchia storia coloniale, che sembra di fatto perpetuarsi ancora oggi, oltretutto aggravata dallo squilibrio dell’ecosistema amazzonico, nel quale ad esempio sono aumentati i tassi di infezione malarica, per via della deforestazione selvaggia che ha avuto un impatto sulla diffusione delle zanzare portatrici del patogeno.
Al momento gli Indios sono già stati duramente colpiti oltre che dalla malaria, da infezioni polmonari, tra cui la TBC.
À fragilidade do sistema imunológico de muitos indígenas, principalmente os isolados, que não tiveram contato com a população não indígena, se somam o assédio de madeireiros, agricultores, mineradoras, turistas e garimpeiros às suas terras, formando um caldeirão perfeito para a disseminação de várias doenças —de pneumonia e malária à Covid-19—. Os problemas do atendimento dos povos indígenas não é novo, mas tem potencial catastrófico em tempos de pandemia.”
Il problema ha diverse sfaccettature, da quella dell’assistenza medica in loco alle politiche di dislocazione eventuale degli affetti che visto l’assetto immunologico dei soggetti Indios, significherebbe esporli ad una sequela di altri possibili conseguenze da infezioni nosocomiali.
“O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), por sua vez, recomendou a todos os seus integrantes que “evitem visitas a aldeias e cancelem encontros e reuniões que possam expor indígenas e suas comunidades à contaminação”. De acordo com a entidade, estes cuidados buscam contribuir para a “preservação da saúde dos povos indígenas (…) levando em consideração a vulnerabilidade, sobretudo, das populações indígenas recém contatadas e sem contato”. Sobre a portaria, o Conselho se disse “perplexo”: “[causa] repulsa a possibilidade de contato com povos isolados justamente quando a população é convocada a ficar em isolamento, diante da gravidade do coronavírus”. A portaria também suspende a concessão de “novas autorizações de entrada nas terras indígenas”, uma medida que visa deixá-los em uma espécie de quarentena, sem contato com pessoas doentes. Os povos do Parque Nacional do Xingu, por exemplo, já tomaram decisão semelhante para evitar o contágio, segundo informou o site Amazônia Real.”
Piccolo dettaglio: l’emergenza Covid-19 potrebbe, almeno per il momento, come si legge nella citazione soprariportata, bloccare almeno temporaneamente nuove autorizzazioni all’entrata in territori indigeni…. La Foresta in un certo senso sembra essersi ribellata…

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